domingo, 9 de agosto de 2009
Não faça assim, nao faca nada por mim...
Uma vez, um terapeuta de um amigou meu, disse que ele era como um cartão de crédito. Ia fazendo, fazendo, fazendo (sem a pessoa pedir) e depois apresentava a conta. Quando a pessoa nao queria aquilo, ele ficava indignado por tanto esforço mal reconhecido. Era a dinamica dele com o mundo. Eu não pago mais a fatura, se não reconhecer o gasto. Quero me separar do outro, saber o que é loucura alheia e o que de fato, eu devo. A vida de um só já é suficiente.
Ultimamente, ando avarenta. Não quero nada e nem ninguém que me crie dívidas. Nem financeiras, nem emocionais.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Lindas, morenas e brasileiras...
Além da diversão, descobri que o mundo é maior que minha vidinha aqui. Existem milhoes de empregos, situações, paises e gringos que me acham linda e exotica, etc. Ou seja, não é preciso ficar miserável pq nao tenho 20 anos, 30 quilos e muito menos, sou separada.
Fora as diferenças culturais. Meus brincoes, lindos... são considerados coisa de garota de cafetão. O legal é usar brinquinhos quase imperceptiveis, ser discreto. As calças de moleton de plush...carésimas aqui. são considerados coisas de “mulher sem nivel”. Melhor pra mim, que os compro por 5 euros e uso aqui! E as cores invernais eternas e os cortes largoes de roupa?
No inicio, ate pensei em entender as regras deles para não fazer feio.
domingo, 21 de junho de 2009
Eu tinha um plano!

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Parece comercial de cartão de credito...
- Nem a pau! Quinta é meu dia preferido para sair., respondi.
- Por que?, perg. ele meio com preguica, dizendo que nao entende como consigo ter tanta energia.
- Por que a vida taí! Nem sei o que passa na tv quinta!, respondi
- Pq a vida taí? Isso parece mais comercial de cartão de crédito..., respondeu ele meio incredulo.
É complicado explicar para alguem que talvez tenha tido um caminho suave até aqui, pq...eu prefiro viver a ficar em casa escondida. Porque eu prefiro às pessoas, às coisas. Pq é tão bonito ver a madrugada, acordar correndo, pessima e ir trabalhar. Mas feliz da vida de ter tido a noite anterior para tocar fogo em roma. Pode nem ser tudo isso, mas ja é muito. Eu terei coisas pra contar aos 90 anos. Sim, eu viverei até lá. Saindo todas as quintas e mais um pouco! So quem passou perto de não ter vida, é que consegue apreciar? Triste ironia.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A gente vai se falando...
Se o cara for bacanérrimo, vale até interpretar entonação de voz que ele usou ou o que disse depois no msn. Se não for... a gente vai MESMO se falando...forever. Não tem coisa pior que homem sem carta, querer te trucar. Fico ali assistindo e pensando quanto vale o show, Lombardi.
Agora se ele é aquele unicórnio encantado e raro, que venho buscando faz tempo... o " a gente combina" (variacao do tema "vai se falando...") é de f*der. Eh que nem achar uma peça de roupa carésima na promoção e não ter o meu tamanho. Fica no quase.
Costumo dizer que é a ironia da vida. Deus é um brincalhão que se diverte as nossas custas ou os homens nao sabem o perigo que e fazer uma mulher (ansiosa por natureza) esperar até que ele decida que vai falar right now, hoje, sem falta. Sem viadagem!
Homem quando quer fazer joguinho é o cacete! Devia ser proibido por lei, como abuso emocional.
domingo, 7 de junho de 2009
Cortar o fio azul
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Minha embaixada.
Frio e madrugada. outro inverno. a noite chega rápido nessa epoca do ano.
Ao contrario da maioria das pessoas, eu me acendo, em 220 v. quanto mais tarde, melhor. mais vontade tenho de ficar por ai, de dirigir pela marginal pinheiros, olhando as luzes dos predios refletidos na agua do rio. especialmente proximo ao shopping morumbi.
O tempo para, enquanto dirijo de volta pra casa.
[as luzes no rio me lembram sempre o abajur, ao lado do telefone, que meu pai deixava ligado na sala para quando eu chegasse. Intensa, chegava morta mas muito acelerada. Dai realizava o mesmo ritual para acalmar: tirava os sapatos, pegava algo pra comer e ao inves de sentar diretinho na cadeira - eu botava os dois pes no assento, agachava e ficava la pensando no que havia sido. Meu pai, provavelmente, teria um troço se visse a cena: primeiro, os pés sujos na cadeira verde oliva cheia de historia dele e depois, a minha falta de modos. o que toda moça de boa familia deveria ter.]
Muitos dormem, mas eu prefiro estar aqui de olhos bem abertos vendo o que pouca gente ve.
Então, mergulho no silencioso e escuro caminho pelo Panamby até chegar ao meu predio. Friamente marrom/cinza e discreto. Me lembra uma muralha, o muro de embaixada...
para onde eu correria e estaria sempre salva em terra estrangeira.