domingo, 21 de junho de 2009

Eu tinha um plano!

Era maluco, mas era meu plano. Mirabolante, diga-se de passagem. Validei com um grande amigo, mente do mal, que concordou que a coisa fazia sentido. Mas, era 8 ou 800. Trucada de gente grande numa situação adolescente. Eu num cresço. Quando acho que tô amadurecendo e evoluindo enquando ser humano... Ah dane-se, sabe? Já vou reencarnar formiga na próxima vida mesmo. Vambora fazer tudo errado nessa, que fica mais divertido.


Tudo ia bem até....horas antes da trucada final. O apice do fim de semana, emoção total! Dai entrou a famosa ironia do destino para atrapalhar tudo. DEU TUDO ERRADO! A coisa comecou a degringolar e foi num crescendo, sem volta. O bom foi ver que teve gente que se deu pior. Se ferrar não é nada quando tem mais gente para compartilhar a desgraça.



E no final, fiquei mais parecendo o coyote que o papa-leguas. Literalmente. Vamos ver se as empresas ACME me reservam um novo e (desta vez) infalível plano.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Parece comercial de cartão de credito...

- Entao, voce nao gosta de ficar quinta a noite em casa..., perguntou ele.
- Nem a pau! Quinta é meu dia preferido para sair., respondi.
- Por que?, perg. ele meio com preguica, dizendo que nao entende como consigo ter tanta energia.
- Por que a vida taí! Nem sei o que passa na tv quinta!, respondi
- Pq a vida taí? Isso parece mais comercial de cartão de crédito..., respondeu ele meio incredulo.

É complicado explicar para alguem que talvez tenha tido um caminho suave até aqui, pq...eu prefiro viver a ficar em casa escondida. Porque eu prefiro às pessoas, às coisas. Pq é tão bonito ver a madrugada, acordar correndo, pessima e ir trabalhar. Mas feliz da vida de ter tido a noite anterior para tocar fogo em roma. Pode nem ser tudo isso, mas ja é muito.
Eu terei coisas pra contar aos 90 anos. Sim, eu viverei até lá. Saindo todas as quintas e mais um pouco! So quem passou perto de não ter vida, é que consegue apreciar? Triste ironia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A gente vai se falando...

Is it there? Is it right there? /Right in front of you /This is what you've been looking for/ For a long, long time/ Make it real, make it right now /You've got to live it now! (I don´t know why - Moony)
Outro dia, tava falando com a Van como eu odiava o "a gente vai se falando..." que eles adoram usar. Ou vai ou nao com data e hora! Esse gerundio me mata.

Se o cara for bacanérrimo, vale até interpretar entonação de voz que ele usou ou o que disse depois no msn. Se não for... a gente vai MESMO se falando...forever. Não tem coisa pior que homem sem carta, querer te trucar. Fico ali assistindo e pensando quanto vale o show, Lombardi.

Agora se ele é aquele unicórnio encantado e raro, que venho buscando faz tempo... o " a gente combina" (variacao do tema "vai se falando...") é de f*der. Eh que nem achar uma peça de roupa carésima na promoção e não ter o meu tamanho. Fica no quase.

Costumo dizer que é a ironia da vida. Deus é um brincalhão que se diverte as nossas custas ou os homens nao sabem o perigo que e fazer uma mulher (ansiosa por natureza) esperar até que ele decida que vai falar right now, hoje, sem falta. Sem viadagem!

Homem quando quer fazer joguinho é o cacete! Devia ser proibido por lei, como abuso emocional.

domingo, 7 de junho de 2009

Cortar o fio azul

O que não é dito é indecifrável. Para mim.
Ficar lendo sinais e entrelinhas... é um passatempo para quem gosta de estratégias, nuances, de Maquiavel. Nao sei se tenho tempo e inteligencia emocional para isso. Nao quero viver de adivinhações.
Quero ligar, em seguida ao jantar, e perguntar se fiz algo errado. O "será que foi..." é cruel, perda de tempo. Tento ser mais racional que a maioria das mulhers. Somos uma bomba emocional, é so riscar o fosforo... Cavamos situacoes limites, envelhecemos horrores e nos divertimos tambem com isso.
Mas, prefiro poupar meus nervos para emoções fortes e principalmente, reais. Com o que/quem valha a pena. Não com o "podia ter sido se...".
Tenho pressa: quero cortar o fio azul e ver se tudo explode sem antes estudar o mecanismo que dispara a bomba, nem isolar a area.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Minha embaixada.

Frio e madrugada. outro inverno. a noite chega rápido nessa epoca do ano.


Ao contrario da maioria das pessoas, eu me acendo, em 220 v. quanto mais tarde, melhor. mais vontade tenho de ficar por ai, de dirigir pela marginal pinheiros, olhando as luzes dos predios refletidos na agua do rio. especialmente proximo ao shopping morumbi.

O tempo para, enquanto dirijo de volta pra casa.


[as luzes no rio me lembram sempre o abajur, ao lado do telefone, que meu pai deixava ligado na sala para quando eu chegasse. Intensa, chegava morta mas muito acelerada. Dai realizava o mesmo ritual para acalmar: tirava os sapatos, pegava algo pra comer e ao inves de sentar diretinho na cadeira - eu botava os dois pes no assento, agachava e ficava la pensando no que havia sido. Meu pai, provavelmente, teria um troço se visse a cena: primeiro, os pés sujos na cadeira verde oliva cheia de historia dele e depois, a minha falta de modos. o que toda moça de boa familia deveria ter.]


Muitos dormem, mas eu prefiro estar aqui de olhos bem abertos vendo o que pouca gente ve.


Então, mergulho no silencioso e escuro caminho pelo Panamby até chegar ao meu predio. Friamente marrom/cinza e discreto. Me lembra uma muralha, o muro de embaixada...

para onde eu correria e estaria sempre salva em terra estrangeira.